História


Sabe-se que no final do século XIX tendo aqui moradores ergueram uma pequena capela de pau a pique, dedicada à Nossa Senhora.

Por ocasião das missas os sacerdotes vinham de São Pedro a cavalo pelo Morro da Fazenda Conceição e Boa Vista.

A região que abrigava várias famílias, com uma escola, cemitério e a Capela Da Santa, também se desenvolveu um comércio significativo de pequenas vendas de produtos primários:  serraria, ferreiro.

Após o final da Primeira Grande Guerra Mundial, em 1918, o Sr. Celeste Vaccari, subindo de Piracicaba, adquire 150 alqueires de terras para plantações de café e denomina-as Fazenda São José do Paraíso e constrói um moderno casarão. Entre as outras, será também de grande expressão cafeeira.

Em 1921, constrói a capela dedicada a São José, tornando-se capela curada e propriedade da paróquia de Torrinha.

Inicia-se a tradicional festa anual em louvor de São José, com a santa missa e quermesse

A CAPELA E SEUS ZELADORES

A partir da década de 50 o Sr. Aldo Surian será o novo proprietário da Fazenda São José do Paraíso, onde será construída uma bela torre anexada à capela. 

Nos anos 70, com novo proprietário, Sr. Guerino Supertti denominará Fazenda São Sebastião do Paraíso, e após o seu falecimento, em 1997, pertence a herdeiros. A Fazenda São José do Paraíso, continuando a ser dividida entre os herdeiros e vendidas a novos proprietários, tornou-se uma região de pequenos sitiantes na prática da lavoura de café. 

No final dos anos 80, em 1989  será adquirido de D. Leontina Russo, e recebido em doação, para a instalação do Mosteiro do Paraíso, tendo como a capela de São José sede do mosteiro. Era final dos anos 80, período de uma visão eclesial favorável a deixar que novas comunidades desabrochassem.

Em 1996, com a aprovação diocesana, o Pe. Nilton muda-se da Paróquia de Torrinha para a Capela do Paraíso, e a seguir chegam os primeiros vocacionados.    Era grande no coração o desejo de buscar realizar algo novo, porém ainda não tão claro, mas que era como um fogo que ardia para se lançar nesta aventura eclesial: viver no silêncio, rezar, trabalhar a terra, só, e aberto para acolher e atender as pessoas , e celebrar a Eucaristia com o povo, quando possível, pois não era uma vida mais de Paróquia, mas sozinho… Foi um “deixar tudo” como a experiência de Abraão: “Sai da tua terra e vai para onde eu te indicar…” (Gn 12,1)

Era 22 de Maio de 1988, Ascensão do Senhor. Então Deus me trouxe do Morro do Carangola para assentar-me sobre uma Pedra e me disse: “Eis que estarei à tua espera no alto da rocha do monte,o Horebe. E baterás na rocha, e sairá dela água e o povo dela beberá!”   De fato, era preciso saber esperar o tempo de Deus, pois tudo tem sua hora! Quando vem Dele, já estava escrito “no seu Livro”…