Quando o dia e a noite, nos hemisférios Norte e Sul, têm a mesma duração, o ” equinócio”, quer dizer, equitativo, idênticos, no minuto em que o sol cruza a linha do equador, aqui no Sul inicia-se a Primavera, no Norte, o Outono. Aconteceu neste 23 de Setembro, às 04:50H

O que temos de mais belo na terra é a sanzonalidade do tempo. Ninguém o muda, ninguém o administra, ninguém o rege, a não ser somente Aquele que assim o criou: Deus. Só Deus, o Eterno, é quem rege o tempo. Por causa de uma leve inclinação na posição da terra, no seu eixo Norte e Sul em relação ao sol, acontecem as quatro estações, influenciando todas as outras circunstâncias humanas, de um modo ou de outro, desde o início, renovando a vida sobre a terra, na regularidade do tempo. Agora, a Primavera, estação das flores, como  conhecemos esse período de mais ou menos 90 dias, nos traz com certeza, um espirito novo.

Cantamos as flores que desabrocham, as águas das chuvas, as sementeiras que brotam, a natureza que se veste de beleza. E assim também nós, com espírito novo, à imitação da natureza, nos fazemos mais alegres, mais coloridos, mais belos. É a estação da renovação interior onde saudamos como nossos queridos dois Franciscos, o de Assis e o de nossos dias: “Laudato si”; “louvado sejas, meu Senhor!”.

                         Neste tempo, anunciado e preparado pela Igreja de Francisco, acontecerá o Sínodo da Amazônia, coroamento da sua Carta encíclica “Laudato Si”, trazendo novas esperanças aos povos da  Amazônia, a toda a Igreja e a muitos.  Será a ocasião para debruçar-nos sobre questões mais profundas tanto da Amazônia quanto com as preocupações com nossa a “casa comum”, o planeta que Deus criou como que “com dedos de artista” e nele nos colocou, humanos e criados segundo a sua imagem, junto de todas as criaturas, cuidando de todos e de todas as coisas com tanto carinho (Sl 108).

                        Desde o princípio Deus concebeu e criou este Édem paradisíaco, até agora único entre as galáxias do céu e as plêiades de estrelas, onde existe vida e o dom de refazer-se. Quem pensara que por um desvio de massa, o eixo da terra se inclinasse levemente para o sol, para que exista vida sobre a terra? “Quem com o alqueire mediu o pó da terra e a distância das estrelas?” Que conselheiro o teria orientado?” (Sl ). Quem fizera tudo isso? Ele, o Eterno, que tudo fêz e tudo sustenta, vem em nosso auxilio ajudar-nos salvar a terra e tudo o que ela contém, para continuar a vida.

Este espirito primaveril leve-nos a ter atitudes de maior cuidado pela natureza que, incondicionalmente, quer sempre renascer. Não sejamos mais as criaturas culpadas por destruir nosso planeta, com pés de chumbo, pisoteando as flores do jardim. até que se esgote definitivamente. Há tempo ainda, se nos unirmos enquanto humanidade com atitudes urgentes e responsabilidades, para retomar o sentido das coisas e viver a vida conforme Deus nos quisera ser, à sua imagem e semelhança e salvar a terra de grandes catástrofes que vão sendo prenunciadas com mais terrores.

Sonhemos que haverá brevemente um modo de viver escrito no coração e na mente das pessoas que não precise poluir para viver confortavelmente mas sabemos nos proteger do sol; que não precise de luxo para viver e apresentar-se ao outro, causa de extrema pobreza e mortandade de multidões. Sonhemos com um mundo limpo em todos os biomas e manifestações da vida, por primeiro renovemos nossos corações e mentalidade no cuidado da vida e do nosso planeta, a casa comum. Sonhemos com alimento saudável para todos e livre de enfermidades. Sonhando podemos construir o que nossos jovens e nossas crianças herdarão de nós: um planeta equilibrado nas estações, nos equinócios e soltícios, no frio, no verão e que verão sempre as flores no jardim para encantar e ensinar o valor de viver.

Uma feliz primavera, cheia de dias convictos de mudanças de mentalidade, de postura, de coragem e audácia como aqueles dois o são, para rezarmos o futuro das crianças:“Laudato si, mi signnore”. ( 23 de Setembro de 2019, pe. Nilton, agromonge)

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