07:23 H Quinta-feira, 28 de Novembro de 2019, Mosteiro do Paraíso

 

Agradecemos!

Sempre emocionante e cheia de ternura e beleza, pela vida dos agricultores representada pela comunidade das famílias do Bairro do Paraíso, a Missa do Cio da Terra, neste último Domingo do Ano Litúrgico, foi marcada por um gesto ou uma palavra, que ficará na memória …

 

Quase noite, depois de um dia abafado, um ‘pé de vento’  traz os primeiros pingos… O Ivanildo, sorrindo, me diz: “Padre, não vai rezar prá não chover…” Sempre rezamos pedindo chuvas, precisamos da chuva o ano inteiro, essa é a benção maior, quis dizer:“com chuva ou sem chuva vamos celebrar..”. Ninguém mede esforços para o “Cio da Terra”…

 

Choveu forte até às 11h da noite Tudo já  preparado: as mulheres, no cuidado do almoço prá tantos, dois bois para o churrasco, os serviços do bar, o estacionamento, a barraca decorada com mil balões coloridos, a Santa Cruz do Café, as sacarias empilhadas. os fogos para a consagração à Virgem Maria.  O Santuário da Figueira com  seus frondosos galhos foram calçados com  suportes em travesseiros de madeira, o sino para a abertura da missa levantado, as frutas para a ornamentação, a cozinha caipira para os ritos da torra do café e assar os pães, as correntes firmadas das campânulas da decoração, as tendas alugadas dominando todo o gramado, o lugar da Orquestra de Viola, os objetos litúrgicos impecáveis para a santa Missa… tudo pensado e amado à sua preparação.

 

Ás 03:45H já estávamos a postoscom ainda tanto  serviço: transportar e decorar as frutas, colher flores frescas para as imensa campânulas, preparar o altar, acender o fogo da cozinha caipirinha, preparar os vasos sagrados da Missa, e o tempo começava clarear com um ar de muitas nuvens de chuva… O café passado para acolher os que iriam chegar, a comunidade chegando.. e por volta das 06:30h um pingo, e outro e outro e a chuva e vento frio e pessoas chegando, 100 pessoas peregrinando, os cavalos e seus cavaleiros com uniformes novos todos encharcados e as flâmulas cívicas… Era o Domingo do Cio da Terra banhado por águas imensas do céu… Aquelas pessoas despreparadas para tanta chuva acorreram até sem agasalho em dias de muito calor, pois era somente este cantinho único do mundo lavado com as chuvas molhando a terra …

 

E de repente, as águqs foram recolhendo-se o azul do céu aparecendo por sobre as nuvens, o sol dando seu sorriso tardio e,  a trégua foi dada pelos céus… todos apressadamente nos juntávamos à multidão que esperava iniciar a mais bela de todas, o dia mais esperado, o Domingo santificado no louvor a Deus nem honra d Jesus , Rei do Universo, expressão maior das nossas primícias, dos frutos da terra, da nossa vida trazida ao altar em forma de trabalho e canção. Deus seja louvado!

 

a honra  em local improvisado nos gramados , todos então pudemos acorrer, molhados, pés no barro, e apressados como aquele dia atravessando um dia intenso de trabalhos da comunidade  sempre cheia de beleza, louvores e emoções. Cada ano acontecem coisas que marcam sua realização…

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