Sta. Isabel da Hungria, mem.

Primeira Carta deSão João 3,14-18

Caríssimos:
14 Nós sabemos que passamos da morte para avida, 
porque amamos os irmãos.
Quem não ama, permanece na morte. 
15 Todo aquele que odeia o seu irmão é umhomicida. 
E vós sabeis que nenhum homicida
conserva a vida eterna dentro de si. 
16 Nisto conhecemos o amor: 
Jesus deu a sua vida por nós. 
Portanto, também nós devemos dar a vida pelosirmãos. 
17 Se alguém possui riquezas neste mundo 
e vê o seu irmão passar necessidade, 
mas, diante dele fecha o seu coração, 
como pode o amor de Deus permanecer nele? 
18 Filhinhos, não amemos só com palavras e deboca, 
mas com ações e de verdade!


Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 33(34),2-3.4-5.6-7.8-9.10-11 (R. 2a ou 9a)

Provai e vede quão suave é o Senhor!


2 Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, *
seu louvor estará sempre em minha boca.
3 Minha alma se gloria no Senhor; *
que ouçam os humildes e se alegrem! R.

4 Comigo engrandecei ao Senhor Deus, *
exaltemos todos juntos o seu nome!
5 Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, *
e de todos os temores me livrou. R.

6 Contemplai a sua face e alegrai-vos, *
e vosso rosto não se cubra de vergonha!
7 Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, *
e o Senhor o libertou de toda angústia. R.

8 O anjo do Senhor vem acampar *
ao redor dos que o temem, e os salva.
9 Provai e vede quão suave é o Senhor! *
Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! R.

10 Respeitai o Senhor Deus, seus santos todos, *
porque nada faltará aos que o temem.
11 Os ricos empobrecem, passam fome, *
mas aos que buscam o Senhor não falta nada. R.

Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 6,27-38

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
27 A vós que me escutais, eu digo:
Amai os vossos inimigos
e fazei o bem aos que vos odeiam,
28 bendizei os que vos amaldiçoam,
e rezai por aqueles que vos caluniam.
29S e alguém te der uma bofetada numa face,
oferece também a outra.
Se alguém te tomar o manto,
deixa-o levar também a túnica.
30 Dá a quem te pedir
e, se alguém tirar o que é teu,
não peças que o devolva.
31 O que vós desejais que os outros vos façam,
fazei-o também vós a eles.
32 Se amais somente aqueles que vos amam,
que recompensa tereis?
Até os pecadores amam aqueles que os amam.
33 E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem,
que recompensa tereis?
Até os pecadores fazem assim.
34 E se emprestais
somente àqueles de quem esperais receber,
que recompensa tereis?
Até os pecadores emprestam aos pecadores,
para receber de volta a mesma quantia.
35 Ao contrário, amai os vossos inimigos,
fazei o bem e emprestai
sem esperar coisa alguma em troca.
Então, a vossa recompensa será grande,
e sereis filhos do Altíssimo,
porque Deus é bondoso também
para com os ingratos e os maus.
36 Sede misericordiosos,
como também o vosso Pai é misericordioso.
37 Não julgueis e não sereis julgados;
não condeneis e não sereis condenados;
perdoai, e sereis perdoados.
38 Dai e vos será dado.
Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante
será colocada no vosso colo;
porque com a mesma medida com que medirdes os outros,
vós também sereis medidos.’


Palavra da Salvação.

Meditação

Esta carta de João deixa-nos entrever uma comunidade cristã que vive o drama da divisão interna, que ameaça paralisar a sua atividade missionária. Dirigindo-se a um dos seus membros, o apóstolo quer encorajar toda a comunidade à fidelidade, à comunhão e ao testemunho corajoso.


João aponta a caridade que desperta a atenção de todos. A caridade cristã não tem limites, porque Jesus também veio para todos e não fez acepção de pessoas. A caridade manifesta-se no acolhimento, que também vemos em Jesus, em relação aos pobres, doentes e pecadores. Acolher em seu nome os que estão em necessidades, significa acolhê-lo a Ele e ser «cooperadores da causa da verdade» (v. 8). A verdade de Deus, particularmente a revelada em Jesus Cristo, quer ser difundida não só por palavras, mas, sobretudo, pela caridade.


Ao mesmo tempo, a atividade missionária é tarefa de toda a Igreja. Quando um dos seus membros se dedica à missão é toda a comunidade que se dedica com ele. O missionário representa a igreja e a Igreja toma a seu cuidado o missionário.

O Santo Evangelho


Esta parábola, por um lado, alerta para a necessidade de perseverar na oração; por outro, lembra o ensinamento de Jesus sobre a certeza do seu regresso e  o juízo que há pronunciar sobre aqueles que não seguem a justiça.

Deus, de fato, de acordo com o ensinamento bíblico, não é apenas justo, mas também paciente e bom. Manifesta a sua arte pedagógica não só ao ouvir as nossas orações, mas também ao estabelecer os tempos e os modos em que irá intervir. Este comportamento de Deus causa certa impaciência,  porque Ele espera, talvez demasiado tempo,antes de fazer justiça. Esta paciência de Deus, por vezes, torna impacientes os crentes. E Jesus afirma então:  «Eu vos digo que lhes vai fazer justiça prontamente» (v. 8ª). Está aqui o fim da parábola; o que segue pode considerar-se um acrescento posterior. É deste modo que Jesus pretende confirmar a nossa fé em Deus-Pai, que contrariamente às nossas incertezas e crises, toma conta de todos aqueles que, na pobreza, O escolhem como único Senhor.


O texto evangélico de hoje termina com uma forte provocação de Jesus: «Mas, quando o Filho do Homem voltar, encontrará a fé sobre aterra?». O tema da fé está no centro do discurso de Jesus. Trata-se de um dom precioso de Deus, que havemos de conservar, custe o que custar. Isso não parece nada fácil. Se olharmos à nossa volta, ficamos com a impressão de que a humanidade está a caminho de um futuro menos rico de fé, e cada vez mais ligado aos bens terrenos e aos próprios interesses. O que vemos à nossa volta leva-nos facilmente a responder de forma negativa à pergunta de Jesus.

Mas veremos que a semente da fé está presente e escondida no coração de não poucas pessoas, e é isso o que mais conta. O que faz a diferença não é tanto a visibilidade externa ou a eficiência das estruturas criadas, mas o dom de Deus que, por sua natureza, tende a criar relações profundas e gosta de se esconder nelas.


Cabe-nos então a tarefa de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que, quando vier o Filho do homem, possa encontrar a fé sobre aterra. Sendo a fé, em primeiro lugar, dom de Deus, há que pedi-lo, para nós e para os outros. E há que pedir também a graça da perseverança e do crescimento na fé, com a certeza de que Deus é um juiz piedoso, cheio de graça e de fidelidade.

 da fé viva, da fé pura e sem ambiguidades, que não procura consolações e que sabe agir tanto na aridez como na alegria espiritual. A fé pura é urna verdadeira imolação do coração.


Exemplo de fé viva e autêntica é Abraão, disposto a  imolar o filho da promessa. Fé viva, foi a dos Magos que acreditaram no presságio da estreia e persistiram no seu objetivo, mesmo depois do desaparecimento da estrela. Exemplo de fé viva e verdadeiramente admirável, a de São José, que acreditou nos mistérios da redenção, apesar de todas as contradições e dificuldades, aceitou  as provações que a fé deve ser firme e perseverante. É nestas crises que alcança a fé as suas mais belas vitórias e prepara o sucesso das obras. Deus castiga as dúvidas contra a fé. Temo disso numerosos exemplos na Sagrada Escritura. Seremos felizes e a nossa medida será também sem miséria, de um amor pleno que Deus nos tem dado desde agora.

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