Festejamos hoje Santo Antonio de Pádua. Popularmente tido como o ‘santo casamenteiro’, o intercessor dos namorados, sua vida de caridade e orientador no seguimento de Cristo, por obras e pregação, o fez ser reconhecido como Doutor da Igreja.

Companheiro de São Francisco de Assis, escolhido por ele para ser o formador dos seus confrades , tornou-se também o homem que levou á cidade de Pádua e seus arredores onde viveu uma pregação capaz de tocar a vida de muitas pessoas num período de um clero totalmente desacreditado seja em palavras e em poucos sinais de caridade. São Francisco de Assis, sus primeiros confrades, a chegada de Antonio , já sacerdote, e outros homens de grande valor espiritual trazem à a época uma renovação espiritual e de valores evangélicos que estavam como que adormecidos na Igreja no jeito de viver a vida da Igreja agora mais atenta às necessidades dos pobres e famintos e das coisas de Deus.

Nestes tempos a Igreja busca sinais assim na sua renovação quer espiritual quer na sua postura com o mundo : ser mais sinal da vivência do Evangelho de Cristo para poder traze as pessoas ao amor com ações mais concretas e menos ribaltas.

Nestes dias difíceis de pandemia, que atinge quase toda a humanidade, possam surgir na Igreja homens e mulheres como eles, com posturas firmes, em palavras e atitudes na defesa da vida e prática de uma caridade autêntica, aos mais pobres materialmente, em primeiro lugar , que sempre mais sofrem nestes períodos e estão mais suscetíveis às carências da vida e um olhar de bondade e outras formas de ajuda a todas as pessoas atingidas . Nas situações mais difíceis ainda tiramos muitas lições no meio de sofrimentos e perdas . A Igreja, sinal vivo na sociedade humana , quer nos seus prelados , quer na presença em todos os lugares nos seus leigos cristãos, possa cumprir seu papel de renovação espiritual e protagonista também de novos tempos, com esperança renovada no ser humano e uma nova forma de viver , tirando lições e aprendizado para fazer este mundo um lugar de melhor de se viver em vista de uma realidade muito mais profunda e de uma única certeza: a vida é mais bela quando é vivida preparada para o encontro com Deus.

Assim Santo Antonio, com coragem, ensinou, exortou, advertiu, indicou o caminho, com suavidade trouxe esperança no meio das descrenças do sentido da vida para muito e muitos pobres , ou desolados, ou tristes, restaurando a integridade e o desejo de uma vida mais autêntica e bela.

Aproveitemos o momento , e surjam os ‘Antonios’ de hoje, na Igreja e na diversidade que se traduzem em obras do Bem e a serviço da Vida, deixando o Espírito de Deus usar as suas diversas linguagens, sensíveis ao coração humano, que imperceptivelmente, mais uma vez na História, renova a face da terra, no novo Pentecostes. Santo Antonio , rogai por nós!

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